quarta-feira, 5 de maio de 2010

Hoje eu me permito


Hoje, eu me permito desejar. Permito-me querer o melhor para a minha vida e para as pessoas ao meu redor. Permito-me, sim, dizer tudo aquilo que me der vontade, sem pedir desculpas de antemão. Eu não me permito transformar minha fala em uma simples conveniência, com medo de ser julgada pelos olhares alheios. Não, hoje não.
Hoje me permito ser, aquilo que sou independente da opinião pública. Previno-me de desagradar por arrogância mas, sinceramente, hei de ser "Thaís" por completo: a amiga, a amante, desleixada, risonha, pouco prática e amedrontada pelo escuro. Permito-me ser apaixonada além dos limites estabelecidos por essa tal de sociedade, questionar o certo e o errado e aceitá-los como simples convenções.
Hoje me permito transformar a vida em algo muito mais simples do que parece ser. Permito-me enchê-la de música, flores e sorrisos; e porque não de chocolates, novas amizades e bobagens de quinta série? Permito-me amar e ser amada, independente da hora ou da circunstância. Permito-me sorrir à Deus e cantar alto pelas ruas a minha alegria.
Hoje eu me permito ultrapassar todos os muros à frente. Permito-me, sobretudo, transpor as montanhas dentro de mim, todos os preconceitos e pecados do passado. Permito-me desintegrar-me e, peça por peça, montar aos poucos o quebra-cabeça chamado "Eu". E permito-me usar o tempo que for preciso, admirando a paisagem no caminho, dando a mão aqueles que quiserem ajudar-me a chegar ao meu destino.

Seria tudo isso uma utopia, uma grande insanidade?

Prefiro chamá-la "busca da felicidade".

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